Criação colectiva e encenação: Cheila Pereira, Cláudio Vidal, Gil MAC, Margarida Cabral e Paula Rita Lourenço.
Interpretação e textos: Cheila Pereira, Cláudio Vidal, Gil MAC, João Ferreira da Silva, Margarida Cabral e Paula Rita Lourenço.
Desenho de luz: Nuno Patinho
Música original: Floating Machine, Elite Athlete e Johannes Brahms(adaptado)

A gravidade sente-se; agarra o céu e puxa-o até ao chão; caem os anjos e nós também.
A queda são segundos dilatados numa eternidade, onde existe o pecado, o amor, o erro, o medo e a repetição de padrões comportamentais, a repressão, a inclinação... e cai-se outra vez.
É a lei do mais forte, é a predisposição genética, a propensão bioquímica, a tendência probabilística e o bater das asas de uma borboleta.
Resiste-se e insiste-se. É preciso gritar, agitar e cair novamente.
A queda é querer mais. É o desejo e a procura, é o querer ser para sempre e continuar a cair. Beber o sangue das emoções, morder a carne dos sentidos e manter os ossos na vertical.
Sabemos que a viagem é finita e não temos tempo: Carpe diem, let’s go!

...
aaaaaaaaaaaaiii